Qual mãe nunca passou a noite em claro, com o bebê em prantos e, só depois de muitas tentativas, descobre que ele está com dor de ouvido? A cena é de maltratar o coração e é muito comum. Identificar esse tipo de problema nem sempre é uma tarefa fácil. A servidora pública, Conceição Costa, sabe bem disso. “No começo, eu não conseguia descobrir o que era. Até que encostei o dedo em uma das orelhas e ele chorou mais ainda, foi aí que eu percebi que era ouvido”, relembra.

E é desse jeito mesmo. As chamadas otites, inflamações no ouvido, ocorrem com frequência nos bebês, nos primeiros meses de vida, e principalmente no inverno. E por que isso? Uma das causas está relacionada à estrutura do corpo. As crianças têm as tubas auditivas curtas e, além disso, elas ficam na horizontal, o que favorece o aparecimento de infecções.

O médico otorrinolaringologista, Jessé Teixeira de Lima Júnior, enumera alguns sinais que facilitam identificar o problema. “Fique atenta na hora que o bebê estiver mamando. Se ele não conseguir fazer o movimento de sucção, ficar rejeitando o peito ou a mamadeira, estiver inquieto e chorando, diferentemente do que ocorre normalmente, apresentar febre, pode ser dor de ouvido. Há ainda os casos mais sérios, em que sai um pus. Independentemente disso, se verificar qualquer sintoma como esses, é preciso procurar um médico”, esclarece o médico.

A ida ao consultório é importante porque uma infecção severa e mal tratada pode romper o tímpano. Acredita? E aí as sequelas, com relação à saúde auditiva, podem ser irreversíveis. Por isso, é necessário ir atrás de um especialista para ele dar um diagnóstico.

Quanto ao tratamento, vale a pena destacar alguns aspectos fundamentais.  O primeiro deles é lembrar que não se deve pingar produtos no ouvido do bebê sem orientação médica. Ainda que seja aquela receita caseira do amigo, aparentemente milagrosa. O que pode parecer a salvação corre o risco de se tornar uma doença ainda mais grave. Normalmente, os médicos receitam antibióticos, mas antes eles avaliam o nível da infecção e a idade do paciente. Tudo com muito cuidado.

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