Mais fino e arrebitado, mais bem alinhado às demais estruturas do rosto, mais eficiente quanto ao processo respiratório … enfim, esses são alguns dos motivos que levam, anualmente, milhares de homens e mulheres a buscar a cirurgia plástica do nariz. Entretanto, o resultado esperado, por diversos motivos, nem sempre é o alcançado, o que pode causar novos incômodos e até mesmo a vontade de mexer novamente. Isso é possível? Sim. O nome desse procedimento, considerado um dos mais complexos da área, é Rinoplastia Secundária ou Rinoplastia de Correção, destinado, especificamente, a oferecer melhorias que a cirurgia anterior não conseguiu promover, seja sob o aspecto funcional ou estético. Importante deixar claro que, como já dito, essa solução é viável, mas nem sempre indicada. Cabe ao médico realizar uma avaliação antes de dizer se vale a pena ou não. Em geral, o que ele leva em conta?
  • – Tempo. A Rinoplastia Secundária só deve ser realizada, pelo menos, um ano depois da anterior, porque esse é o período mínimo necessário para a recuperação e a normalização da região. Antes disso, aumenta o risco de novas insatisfações, visto que o local ainda não estava “pronto” para passar por novas intervenções.
  • – Estruturas. Após todo o processo cirúrgico, a área alterada fica sensível, e essa regra também vale para o nariz, uma parte do corpo já com essa característica, independentemente de ter sofrido alterações. A cartilagem e a pele não são mais as mesmas depois de sofrerem mudanças, bem como a vascularização dos tecidos. Por isso, o cuidado deve ser redobrado ao manipular as estruturas por uma segunda vez.
  • – Alternativas. A Rinoplastia pode exigir que o especialista faça enxertos, a depender do objetivo e das características do paciente. Quando é feita pela primeira vez, em geral, retira-se cartilagem do septo nasal. Nas demais, isso não é mais possível, o que leva o médico a recorrer a outras partes do corpo como, por exemplo, as orelhas.
  • – Reações. Cada organismo responde de um jeito a uma cirurgia. O fato de o resultado definitivo não ter atendido às expectativas não significa que houve erro médico. Há fatores, como aderência e fibrose, que interferem na cicatrização e podem comprometer a aparência. Com isso, o especialista precisa observar as respostas que o organismo deu na primeira rino e considerá-las em uma nova cirurgia.
  • – Necessidades. Mais uma vez vale aquele velho — e importante! — alerta de que nem sempre o que se quer é o ideal. Encarar mais uma Rinoplastia é possível, mas é realmente necessário? O paciente tem que discutir isso com o especialista. Por exemplo: a pessoa se queixa de dificuldades de respirar (depois da primeira cirurgia). Essa falha funcional deve ser considerada e justificar mais uma intervenção cirúrgica. Daí a importância da conversa entre médico e paciente.
A Rinoplastia Secundária exige um pré-operatório de rotina (exames para verificar as condições de saúde). A anestesia usada é a geral, a duração varia entre 2 e 6 horas e o período de internação é de 24h. Escolha um profissional devidamente habilitado para desenvolver a técnica e conhecedor da anatomia da face para que você possa relatar os anseios, os incômodos e analisar, com ele, os possíveis resultados de uma nova cirurgia.

Saiba mais sobre o Dr. Jessé Teixeira de Lima Júnior

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Fez Residência Médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Doutor em Otorrinolaringologia pela Universidade de São Paulo. Suas áreas de atuação são Otorrinolaringologia adulto e pediátrica e Cirurgia Otorrinolaringológica Estética e Funcional. Médico Assistente do Hospital de Base do Distrito Federal.

Saiba mais sobre a Otorrino Center

A Clínica Otorrino Center foi formada com o objetivo de fornecer ao paciente um atendimento personalizado e de qualidade. A Clínica vem aumentando sua área de atuação, por meio de profissionais qualificados, com o intuito de realizar uma medicina preventiva e resolutiva. Desde 2010, mais uma unidade foi inaugurada, a do Hospital Santa Helena, oferecendo pronto atendimento e suporte de emergência ao paciente, e em 2012 foi inaugurada a sede, mais moderna, ampla e confortável, no Ed. Jaime Leal, agregando novos exames e profissionais, com atendimento humanizado e personalizado.

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