Otorrinolaringologia no Youtube

Informações sobre problemas otorrinolaringológicos na internet não faltam. No youtube, a oferta também é vasta. Basta uma pesquisa rápida para encontrar milhares de vídeos sobre a especialidade. Entrevistas com otorrinos, cirurgias, procedimentos, video aulas. Mas é importante sempre ficar atento à procedência e à qualidade do material.

Há profissionais renomados e entidades médicas que são fontes confiáveis. A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, por exemplo, possui um canal no Youtube. Lá, divulga campanhas, ações e disponibiliza vídeos sobre cuidados com a voz, audição, problemas respiratórios, etc. Estes vídeos podem servir como um alerta para procurar um especialista em otorrinolaringologia. Mas não como um meio para os pacientes tentarem solucionar problemas de saúde.

Um vídeo, por melhor que seja, não substitui a consulta médica. Apenas o médico especialista é capaz de fazer o diagnóstico correto e prescrever o tratamento adequado. “A qualquer problema ou sintoma otorrinolaringológico, o paciente deve consultar o médico. Uma simples complicação pode se transformar num problema mais sério, se não for tratada a tempo ou se for tratada de forma incorreta”, adverte o Dr. Jessé Lima Júnior, médico otorrinolaringologista. Ele acrescenta que nem sempre internautas tem o conhecimento necessário para compreender um vídeo, ou mesmo um texto na internet, com informações de caráter técnico.

Já para os profissionais da área, o Youtube pode ser um instrumento de aperfeiçoamento e troca de experiências. Os médicos podem recorrer a cursos online, acompanhar cirurgias e procedimentos realizados em outras regiões ou países e também compartilhar os próprios vídeos.

Segundo o Dr. Jessé Lima Júnior, a internet favorece o intercâmbio de conhecimento entre os otorrinos. Cirurgias inovadoras, por exemplo, podem ser compartilhadas. Mas é sempre importante verificar se a fonte da informação é confiável.

Os estudantes também aproveitam a grande oferta de informações disponíveis para reforçar o aprendizado. É o caso do aluno de medicina Heitor Moita. Ele diz que muitas vezes recorre ao Youtube. Principalmente, perto das provas, quando o tempo fica mais curto. “Depois de assistir a uma boa vídeo aula, fica mais fácil compreender as leituras”, explica. O estudante diz que sempre procura escolher bem os vídeos que assiste. E dá algumas dicas: procurar ler os comentários sobre o vídeo e checar quem é o responsável pela produção do material.

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