Você tem o costume de observar como seu filho dorme? Ele ronca? Movimenta-se muito na cama? Respira pela boca? Para de respirar por poucos segundos? Se você detectar esses sinais, a recomendação é ir atrás, o quanto antes, de um médico. Sabe o motivo? Esses são alguns dos sintomas da apneia do sono, doença que você vai conhecer melhor nesta reportagem.

Primeiro, é importante saber como ela se manifesta. O otorrinolaringologista, Dr. Jessé Lima, explica que ocorre a interrupção da passagem de ar pelas vias aéreas por alguns segundos. Com isso, há redução na quantidade de oxigênio no sangue. “Esse é o principal risco. A falta de oxigenação pode trazer graves sequelas, como danos na memória, no desenvolvimento das capacidades mentais e físicas, problemas de aprendizagem. E tem mais: é durante o sono que o organismo produz o hormônio para crescer. E aí a apneia pode provocar retardo no crescimento”, esclarece o Dr. Jessé.

De acordo com o Ministério da Saúde, 50% dos brasileiros reclamam da qualidade do sono, e 33% sofrem de apneia. Trata-se de uma patologia que atinge principalmente crianças em idade escolar, independentemente do sexo. A preocupação com o problema é tão grande que especialistas da Academia Americana de Pediatria sugerem exames periódicos para crianças e adolescentes que roncam.

As causas são diversas. Na lista estão hipertrofia (aumento) das adenoides e amígdalas, obesidade, malformação craniofacial e doenças neuromusculares. Os pais devem estar de olhos bem abertos também ao comportamento dos filhos no dia a dia. “Meninos e meninas com apneia do sono, em geral, reclamam de cansaço e fadiga extremos, urinam na cama (ainda que tenham esvaziado a bexiga antes de dormir), apresentam irritabilidade e comportamento hiperativo, oscilam no humor e têm déficit de atenção”, reforça o Dr. Lima.

Chegar logo a um diagnóstico é fundamental para iniciar, o quanto antes, o tratamento que vai desde o uso de medicamentos (à base de corticoide) até cirurgias para retirar amígdalas e adenoides.

A dona de casa Glenda Arruda, 23 anos, é mãe de um menino de 2 anos e 1 mês. Ela admite não ter tido a preocupação específica em observar com calma o sono do filho. “Nunca me preocupei e nunca ouvi falar da apneia do sono”, revela Glenda. Mas, sem dúvida, depois de saber um pouco sobre o problema, este será mais um dos cuidados com o filhote.

“A existência de um sintoma não significa, necessariamente, a confirmação da apneia do sono. Mas, se houver qualquer sinal, é importante procurar o especialista e fazer os testes. Se ficar confirmado, o tratamento iniciado logo melhora a qualidade do sono, o aprendizado e o dia a dia da criança”, recomenda o Dr. Jessé Lima.

Referência em Otorrinolaringologia


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