A estudante de nutrição, Bruna Gonçalves, 22 anos, tem um corpo de modelo. É de fazer inveja. Mas, nem tudo ela acha perfeito. É no rosto que está o que tanto a incomoda: o nariz.
“É só eu sorrir que ele abre muito, parece bem maior. Fico muito incomodada. Quero deixá-lo fino”, explica a universitária. A solução para Bruna é fazer uma rinoplastia, cirurgia que corrige as distorções e remodela o nariz, para harmonizá-lo com o restante da face. E, acredite, é um procedimento procurado com frequência no Brasil. A prova está na pesquisa divulgada, no ano passado, pela Internacional Society of Aesthetic Plastic Surgery. O levantamento revelou que, em 2013, o país foi líder neste tipo de operação. Essa plástica ficou no topo da lista ao lado da lipoaspiração, mamoplastia e abdominoplastia.
Será que esse procedimento é indicado apenas para fins estéticos? A resposta é não. Por exemplo, um nariz torto, além de prejudicar a aparência, pode trazer sequelas como congestão nasal crônica. Por meio da rinoplastia, o médico corrige o canal nasal e, consequentemente, haverá um alívio na respiração. “Não basta ter um nariz bonito. Ele tem que ter um bom funcionamento. Por isso, a conversa é muito importante. Antes de qualquer decisão, o especialista tem que verificar, com cautela, os possíveis distúrbios nasais que o paciente tem”, alerta o otorrinolaringologista Dr. Jessé Lima.
As plásticas no nariz são adotadas em várias situações. Não fazem milagres, mas, sempre que possível agradam o paciente. Servem para aumentar ou diminuir as dimensões do nariz, do dorso (também chamado de calombo ou curvinha). Há quem deseje reduzir as asas nasais, como é o caso da Bruna, que falou sobre o desejo de mexer no nariz, no início desta reportagem.
Já a septoplastia corrige o desvio do septo (espécie de parede formada por osso e cartilagem que divide as duas narinas). Esta modalidade é também muito realizada no Brasil.
No entanto, é importante ressaltar que esta não é para afinar o nariz e, sim, corrigir um problema para melhorar o fluxo de ar.”Tenho muita vontade de fazer a plástica, mas o meu medo é que fique artificial,” revela Bruna Gonçalves. “O receio da Bruna deve ser respeitado e visto como um cuidado que o profissional deve ter. Ele deve analisar caso a caso e as características do paciente antes de entrar no centro cirúrgico”, conclui o Dr. Jessé.






