Descubra se você precisa de uma otoplastia

Orelha. Há quem questione a real finalidade, que não seja a estética. Ela é também chamada de pavilhão auricular e tem uma função de fundamental importância: captar as ondas sonoras. Explicações funcionais à parte, a verdade é que nem todo mundo está satisfeito com o tamanho e formato delas. A insatisfação, muitas vezes, é tanta que resulta na busca pela cirurgia plástica para corrigir deformidades e assimetrias ocasionadas por questões genéticas ou ainda por fatores de família ou raciais. Confira a seguir os principais casos que sugerem a realização desse procedimento:

1. Orelha de Abano Quem nunca ouviu falar nessa expressão? É a deformidade (nessa parte do corpo) mais conhecida. O problema incentiva apelidos como “Dumbo”, “Orelhão”, “Orelhudo”, nem sempre aceitos como brincadeira. Conviver com essa realidade não é nada fácil e, por isso, há quem recorra à otoplastia. Os especialistas recomendam que seja feita ainda na infância, por volta dos 7 e 8 anos, visto que nesta faixa etária a criança já apresenta quase 100% do tamanho da orelha que terá na fase adulta.

A correção permite reduzir a distância entre orelha e cabeça, por meio de incisões internas, na parte de trás. Em seguida, desloca-se a pele da cartilagem, que é recolocada. Quando há necessidade, o médico faz cortes na área da frente, mas de forma que fiquem camuflados nas dobras. 2. Macrotia Orelhas grandes demais, em desacordo com o restante da face, que chamam a atenção e causam vergonha. Não se trata de um defeito estético e sim de uma deformidade congênita considerada rara, a macrotia. Há casos em que há associação a outras doenças. As tentativas de disfarçar com o cabelo e chapéu são válidas, mas chega uma hora em que o problema vence pelo cansaço e a pessoa precisa de uma solução definitiva. A redução é possível. O especialista avalia as proporções faciais e identifica a técnica mais adequada para promover a melhor aparência. Em geral, o especialista retira cartilagem e pele, sem desrespeitar os sulcos naturais da orelha. Há também o cuidado de evitar deformações no contorno e cicatrizes muito visíveis.

3. Microtia Existe uma deficiência congênita que provoca o subdesenvolvimento da orelha: é a microtia. Pesquisas revelam que ela atinge 1 em cada 10 mil recém-nascidos. Pode ocorrer em um ou nos dois lados e, dependendo do grau, provoca perda auditiva. Desta forma, a cirurgia busca melhorar não apenas a estética, mas recuperar a funcionalidade.

4. Traumas A otoplastia também é indicada para quem sofre algum tipo de acidente que provoca deformação nas orelhas. Diagnóstico A primeira conversa com o profissional é indispensável. No consultório, ele avalia as proporções da orelha e da face. Além disso, leva em conta o grau de incômodo relatado pelo paciente. Muitas vezes, as imperfeições não têm grandes dimensões, mas prejudicam tanto a autoestima que o médico pesa esse desconforto na hora de concordar com a realização da cirurgia. No caso das crianças, essa preocupação é informada pelos pais. Em qualquer que seja a situação, cabe ao especialista esclarecer todas as dúvidas e detalhar o tratamento, benefícios, limitações e riscos. Duração e Anestesia A cirurgia dura cerca de 2 horas. O médico pode optar pela anestesia geral ou local com sedação. Pós-Operatório A alta pode ocorrer no mesmo dia ou 24 horas depois, tudo vai depender das condições de saúde do paciente. Deixar o hospital significa assumir o compromisso de tomar todos os cuidados listados pelo médico para garantir um resultado satisfatório. Entre eles: – usar os medicamentos receitados (em geral, durante 7 dias); – manter o curativo durante o tempo solicitado pelo profissional; – evitar dormir de lado, nos primeiros dias. Manter-se de barriga para cima; – a higienização deve ser feita com calma. Nada de esfregar a região; – evitar exposição ao sol; – cumprir os retornos às consultas para que o médico possa avaliar a evolução. Resultados O resultado não demora a aparecer. Em média, a nova aparência é percebida 3 ou 4 meses depois.

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Referência em Otorrinolaringologia


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